
“Xi e eu falámos bastante sobre Taiwan”, disse Trump aos jornalistas a bordo do Air Force One, durante a viagem de regresso de Pequim para Washington.
O chefe de Estado norte-americano afirmou que ainda não tomou uma decisão sobre a venda de armamento a Taiwan, uma medida fortemente criticada por Pequim, acrescentando que deverá decidir “em breve”.
“Não chegámos a nenhum compromisso”, insistiu Trump, acrescentando que não existe atualmente um risco elevado de confronto militar em torno da ilha.
Segundo o Presidente norte-americano, Xi manifestou oposição a qualquer cenário de independência formal de Taiwan e indicou que “não quer ver uma guerra”.
Trump recusou-se, porém, a esclarecer se os Estados Unidos defenderiam militarmente Taiwan em caso de conflito com a China.
“Isto é algo que só uma pessoa sabe: eu”, disse Trump, revelando que Xi lhe colocou diretamente essa questão durante as conversações em Pequim.
“Ele perguntou-me, e eu disse que não falo sobre isso”, referiu Trump.
As declarações foram feitas no final de uma visita oficial marcada por sinais de aproximação diplomática entre Washington e Pequim, num contexto de tensões comerciais, estratégicas e militares entre as duas maiores potências mundiais.
Trump descreveu a deslocação como “muito bem-sucedida” e voltou a apresentar Xi como um “velho amigo” com quem mantém “uma boa relação”.
Questionado pelos jornalistas sobre se considera Xi um ditador, termo utilizado pelo ex-Presidente norte-americano Joe Biden, Trump evitou usar essa designação.
“Não considero isso. Ele é o presidente da China. Não considero isso”, respondeu o líder norte-americano.
Biden chamou ditador a Xi em 2023, na sequência da crise provocada por um alegado balão espião chinês detetado sobre território norte-americano.
Trump aproveitou ainda para atacar Biden, classificando-o como “um Presidente incompetente” e acusando-o de ter permitido ao Irão avançar no programa nuclear, apesar de o acordo nuclear com Teerão ter sido assinado durante o mandato do ex-Presidente Barack Obama.



