
Numa declaração, o Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros considerou “completamente infundadas” as “alegações formuladas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pelo Ministério do Interior do Kuwait, segundo as quais o Irão planeava realizar ações hostis contra o Kuwait”.
Quatro pessoas foram detidas no início deste mês quando tentavam entrar no Kuwait por via marítima, afirmou hoje o Ministério do Interior do emirado, que as acusa de pertencerem à Guarda Revolucionária iraniana.
Os quatro homens, dois coronéis da marinha, um capitão e um primeiro-tenente, confessaram ter sido encarregados pelo exército ideológico da República Islâmica do Irão de “infiltrar-se na ilha de Bubiyan”, a maior do Kuwait, situada junto à costa iraniana.
A alegada tentativa de infiltração ocorreu “na sexta-feira, 01 de maio, a bordo de um barco de pesca especialmente fretado para levar a cabo ações hostis contra o Kuwait”, indicou o Ministério do Interior daquele emirado em comunicado divulgado pela agência noticiosa estatal Kuna.
Durante trocas de tiros com as forças armadas kuwaitianas destacadas na ilha, um militar kuwaitiano “ficou ferido” e dois membros do grupo dos Guardas da Revolução conseguiram “pôr-se em fuga”, segundo a mesma fonte.
No dia 03, dois dias depois, o Ministério da Defesa do Kuwait indicou ter detido quatro pessoas que tentavam entrar no país por via marítima.
Em meados de abril, 24 pessoas foram detidas no Kuwait por financiamento de entidades terroristas, segundo o Ministério do Interior desta monarquia do Golfo, tendo uma fonte de segurança precisado que entre os suspeitos se encontravam cinco antigos deputados.
Em março, o Kuwait deteve seis pessoas suspeitas de ligações ao Hezbollah libanês, no âmbito de uma investigação sobre alegados planos de “assassínios” no país.
O movimento islamita pró iraniano já negou por diversas vezes qualquer presença no Kuwait.



