
A manifestação ocorreu depois de o Supremo Tribunal ter ordenado, no domingo, que o Estado israelita reduza os benefícios financeiros para os judeus ultraortodoxos que se recusam a atender às convocatórias para o alistamento e que os processe.
O protesto foi duramente condenado pelo alto comando militar e pela classe política, noticiou a agência France-Presse (AFP).
Imagens que circularam nas redes sociais mostraram dezenas de judeus ultraortodoxos a entoar palavras de protesto dentro do jardim do chefe da polícia militar, o brigadeiro-general Yuval Yamin, em Ashkelon.
Segundo os meios de comunicação israelitas, Yamin teve de se refugiar em sua casa com a sua família.
“Condeno veementemente o ataque brutal e violento contra o chefe da polícia militar e exijo que sejam tomadas medidas firmes contra os envolvidos”, referiu o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
O ministro da Defesa, Israel Katz, condenou uma “intrusão deliberada” na casa de Yamin “enquanto os seus familiares estavam no interior”, apontando que qualquer tentativa de ferir membros das forças de segurança ultrapassava “uma linha vermelha”.
Os judeus ultraortodoxos que se dedicam a tempo inteiro ao estudo religioso gozam de uma isenção do serviço militar obrigatório desde a fundação do Estado de Israel, em 1948.
No entanto, o Supremo Tribunal contestou repetidamente esta isenção, e uma decisão judicial está em vigor desde 2024, obrigando ao alistamento de judeus ultraortodoxos.
Dependendo dos seus aliados ultraortodoxos para se manter no poder, Netanyahu rejeitou até agora a adoção de uma lei nesse sentido, preferindo um texto que permitisse aos envolvidos escapar ao serviço militar.




