
“Pedimos apoio a Portugal e à Austrália para participarem no processo de seleção dos candidatos à polícia”, afirmou Francisco Guterres, que falava aos jornalistas no Palácio do Governo, no final da reunião do Conselho de Ministros.
O governante explicou que a participação da polícia australiana e da Guarda Nacional Republicana (GNR) se justifica pela elevada experiência e competência destas entidades, de modo a assegurar que o processo de recrutamento decorra de forma adequada.
O Governo timorense suspendeu o concurso de recrutamento de novos polícias em 11 de fevereiro para reforçar os mecanismos de supervisão, após acusações de irregularidades.
O executivo decidiu também integrar elementos independentes, nacionais e internacionais, na Comissão de Monitorização e Fiscalização, e proceder à revisão de todas as etapas do concurso.
Em março, os jovens que se candidataram ao concurso realizaram protestos em Díli a exigir a anulação total do concurso devido a preocupações com a transparência.
O Governo acabou por concordar e decidiu anular completamente o processo, abrindo um novo concurso, com 400 vagas, que incluirá um novo júri.
“O comando vai criar uma comissão, incluindo uma nova equipa de júri e secretariado, para garantir a transparência neste recrutamento”, acrescentou Francisco Guterres.
Segundo o governante, todo o processo deverá ser retomado ainda em abril ou em maio e haverá testes com fases eliminatórias.
No recrutamento da PNTL para 2025, um total de 12.851 candidatos foram aprovados para 400 vagas.




