
“Estamos cientes de relatos públicos que sugerem que este grupo pode ter ligações ao Irão; como seria de esperar, continuaremos a explorar essa questão à medida que a nossa investigação avança”, afirmou a vice-comissária adjunta da Polícia Metropolitana, Vicki Evans.
“Já falei anteriormente sobre o uso de intermediários criminosos pelo regime iraniano, e estamos a ponderar se esta tática está a ser utilizada aqui em Londres”, acrescentou, citada pela agência norte-americana de notícias Associated Press (AP).
Ninguém ficou ferido nos incêndios, o mais recente dos quais causou danos menores a uma sinagoga no norte de Londres na noite de sábado.
Vicki Evans afirmou que os ataques foram reivindicados ‘online’ por um grupo que se autodenomina Harakat Ashab al-Yamin al-Islamia, cujo nome significa Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita e é descrito pelo governo de Israel como um grupo recentemente fundado com ligações suspeitas a “um intermediário iraniano” que também reivindicou a responsabilidade por ataques a sinagogas na Bélgica e nos Países Baixos.
A polícia destacou agentes uniformizados e à paisana adicionais para o noroeste de Londres, na sequência de ataques ocorridos no mês passado contra sinagogas, ambulâncias de uma instituição de caridade judaica e uma organização de comunicação social em língua persa crítica do governo iraniano.
No incidente mais grave, quatro ambulâncias pertencentes a uma instituição de caridade judaica foram incendiadas a 23 de março no bairro de Golders Green, embora ninguém tenha ficado ferido em nenhum dos incidentes.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, considerou hoje abomináveis as recentes tentativas de ataques incendiários antissemitas ocorridos em Londres, prometendo que os responsáveis serão apanhados e julgados pela Justiça.
“Estou chocado com as recentes tentativas de ataques incendiários antissemitas no norte de Londres. Isto é abominável e não será tolerado. Ataques à nossa comunidade judaica são ataques à Grã-Bretanha”, afirmou o primeiro-ministro do Reino Unido, numa publicação na rede social X.
Keir Starmer acrescentou que o Governo reforçou o policiamento visível e não descansará enquanto os autores dos ataques não forem “encontrados e julgados”.
Os ataques, que não causaram feridos, têm provocado uma forte inquietação na comunidade judaica.




