19 abril, 2026

Austrália saúda reabertura de Ormuz e espera que “situação se mantenha”



“É uma notícia positiva que recebemos ontem à noite [sexta-feira]”, afirmou aos jornalistas em Sydney, após ter participado à distância numa cimeira internacional sobre o tema com cerca de 30 países.

 

“Esperamos que isto dure, mas o que sabemos é que o impacto será duradouro”, acrescentou o primeiro-ministro da Austrália, país que enfrenta dificuldades no abastecimento de hidrocarbonetos devido à guerra no Irão.

Os preços do petróleo registarem quedas fortes nos mercados após o anúncio, na sexta-feira, pelo Irão, da reabertura do Estreito de Ormuz, essencial para o comércio mundial de hidrocarbonetos.

“A passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo”, escreveu então na rede social X o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, assegurou na sexta-feira à agência France-Presse (AFP) que um acordo com Teerão estava “muito próximo”, declarando que já não restavam “pontos de bloqueio”.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu hoje, no entanto, na rede social X, que “se o bloqueio [dos Estados Unidos aos portos iranianos] continuar, o Estreito de Ormuz não permanecerá aberto”.

Tal como a maioria dos países da Ásia e do Pacífico Sul, a Austrália depende fortemente do petróleo que transita pelo estreito de Ormuz, por onde circulava um quinto do comércio mundial de petróleo e gás antes de este ter ficado praticamente bloqueado devido à guerra iniciada no final de fevereiro por uma ofensiva americano-israelita contra o Irão.

Anthony Albanese anunciou, na quinta-feira, ter garantido o abastecimento de gasóleo para o país oceânico, que dispunha então de reservas de combustível para 38 dias, segundo dados do Governo, muito abaixo do mínimo de 90 dias imposto pela Agência Internacional de Energia (AIE).

O Governo australiano excluiu a possibilidade de racionar o combustível, mas exortou os cidadãos a pouparem gasolina e a darem preferência aos transportes públicos.

error: