
A proposta até foi aprovada na Câmara Baixa (Lok Sabha) com 298 votos a favor e 230 contra, ficando aquém do limiar necessário para alterar a Constituição.
Promovida pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, a proposta previa aumentar o número de deputados para mais de 800 e reservar um terço dos lugares às mulheres, em linha com uma lei de 2023 que nunca chegou a ser aplicada.
Atualmente, apenas 14% dos deputados da Lok Sabha são mulheres, correspondendo a 75 eleitas num total de 543 parlamentares.
Para viabilizar a medida, o Governo propunha um redesenho dos círculos eleitorais com base na população, uma disposição que gerou forte contestação da oposição.
Os partidos opositores argumentaram que o redimensionamento favoreceria os estados do norte do país, onde o partido Bharatiya Janata Party (BJP), de Modi, é mais forte, em detrimento das regiões do sul.
O líder da oposição, Rahul Gandhi, acusou o Governo de manipulação eleitoral, enquanto outros responsáveis classificaram o projeto como prejudicial.
A proposta previa que o novo mapa eleitoral se baseasse no recenseamento de 2011 e entrasse em vigor nas eleições gerais de 2029, mas a oposição defendia que se aguardassem os resultados do novo recenseamento iniciado este mês.




