19 abril, 2026

Von der Leyen defende decisões por maioria na política externa da UE



Ursula von der Leyen falava em Bruxelas, após uma reunião do Colégio de Comissários e um dia depois das eleições legislativas húngaras que ficaram marcadas pela derrota do primeiro-ministro ultranacionalista e pró-russo Viktor Orbán e pela vitória do opositor e conservador pró-europeu Péter Magyar.

 

As decisões sobre política externa nos conselhos da União Europeia (UE) e Europeu são tomadas por unanimidade, o que permitiu a Orbán bloquear nomeadamente o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia e o 20.º pacote de sanções à Rússia.

Em declarações à imprensa, Ursula von der Leyen destacou o novo rumo da Hungria, que “está a regressar ao caminho europeu”, mas admitiu que ainda há “muito trabalho a fazer”.

“Creio que também devemos olhar para as lições aprendidas dentro da União Europeia (UE). Por exemplo, penso que a transição para a votação por maioria qualificada na política externa é uma forma importante de evitar bloqueios sistémicos, como vimos no passado, e devemos aproveitar este balanço agora para avançar realmente nesse tópico”, afirmou a líder do executivo comunitário.

Referindo-se à noite de domingo, em que os resultados das legislativas húngaras foram divulgados, Von der Leyen disse ter sido “excecional”, afirmando que a UE sai reforçada das eleições.

“Se olharmos para as discussões de Péter Magyar e para os seus anúncios na esfera pública durante a campanha eleitoral, já se percebe que ele é muito claro quanto ao caminho europeu, e que é também muito claro ao comprometer-se, a si próprio e ao novo governo, a continuar a trabalhar connosco nos diferentes temas que estão em aberto”, disse Von der Leyen sobre o futuro primeiro-ministro da Hungria.

De acordo com os dados oficiais, o partido Tisza de Magyar conquistou 138 dos 199 lugares do hemiciclo, com 53,56% dos votos, contra 55 lugares e 37,86% dos votos do partido Fidesz de Orbán.

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