
“Temos países como a Espanha, um membro da NATO que nos comprometemos a proteger e que nos 2nega o uso do seu espaço aéreo e se vangloria disso, que nos nega o uso das suas bases, afirmou Rubio numa entrevista à Al Jazeera. “E há outros países que também o fizeram, e então perguntamo-nos: o que ganha os Estados Unidos?”, argumentou.
Rubio explicou que uma das razões pelas quais ele próprio apoiava a NATO é porque as bases “dão influência, dão flexibilidade e dão capacidade operacional em todo o mundo” ao EUA.
“Mas se a NATO serve apenas para defendermos a Europa caso seja atacada, enquanto eles nos negam acesso às suas bases quando precisamos delas… não é um acordo muito bom”, afirmou.
Rubio, que é também conselheiro de Segurança Nacional do presidente norte-americano, Donald Trump, alertou que “é difícil manter um compromisso e dizer que é bom para os Estados Unidos”. “Tem sido muito frustrante”, sublinhou.
Os Estados Unidos, recordou, têm dezenas de milhares de militares na Europa, milhares de milhões de dólares em armamento por toda a Europa. “Tudo isto para defender a Europa, não para defender os Estados Unidos (…) vamos ter de rever tudo isto” quando terminar a ofensiva contra o Irão, indicou.
Rubio salientou que “se amanhã decidíssemos retirar as nossas tropas da Europa, seria o fim da NATO”.
Por outro lado, Rubio insistiu que o Irão “nunca pode vir a ter armas nucleares” porque as utilizaria para “chantagear” o mundo. “Não vamos permitir que isso aconteça de forma alguma, o risco é demasiado grande”, sublinhou.
“E têm de deixar de patrocinar o terrorismo, e têm de deixar de construir armas que ameaçam os seus vizinhos, estes mísseis de curto alcance que estão a lançar têm apenas um objetivo, que é atacar a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar, o Kuwait e o Bahrein”, argumentou.
Por fim, sobre Cuba, Rubio sublinhou que os cortes de energia que ocorrem na ilha “não têm nada a ver” com os EUA. “Tiveram cortes de energia no ano passado, têm cortes de energia porque têm uma infraestrutura dos anos 50 e uma rede que nunca mantiveram e nunca melhoraram porque são incompetentes, é por isso que têm cortes de energia”, salientou.
Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão, além de ter recusado a utilização de duas bases militares pelos Estados Unidos (EUA), disseram o Governo e as forças armadas espanholas.




