
Teodoro Obiang, o novo presidente rotativo do grupo, falava no encerramento da 11.ª cimeira da organização, criada em 1975 e composta por 79 países, que decorreu desde sábado na capital da Guiné Equatorial.
“Vivemos num mundo marcado por transformações profundas, rápidas e complexas”, declarou Obiang, salientando que “as tensões geopolíticas, os conflitos armados, os efeitos das alterações climáticas, as desigualdades económicas, a insegurança alimentar e energética, bem como os desafios decorrentes da revolução tecnológica, exigem uma resposta comum, coordenada e solidária” da OEACP.
O Presidente da Guiné Equatorial, que presidirá à organização nos próximos três anos, adiantou que a OEACP não pode manter-se passiva perante aquelas realidades e deve reforçar as suas instituições, modernizar os seus mecanismos operacionais e dotar-se de novas ferramentas que lhe permitam “agir de forma mais rápida e eficaz”.
Segundo Obiang, a organização deve continuar a “defender firmemente” os interesses dos seus Estados-membros e promover uma ordem internacional “mais justa, mais equilibrada e mais inclusiva”, assim como “reforçar a cooperação Sul-Sul, diversificar as alianças estratégicas e fomentar uma maior integração económica entre os países” que a integram.
O chefe de Estado há mais tempo no poder no mundo, desde 1979, prometeu liderar, juntamente com todos os Estados-membros, a “dinâmica de transformação e renovação da OEACP nos próximos anos”, com base nos valores da organização: solidariedade, soberania, cooperação e progresso.
Além da Guiné Equatorial, integram a OEACP os países lusófonos Angola (que tinha a presidência da organização), Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, tendo os Presidentes de Angola, João Lourenço, e de Moçambique, Daniel Chapo, participado na cimeira.




