22 março, 2026

OMS envia primeira coluna rodoviária com material médico para Beirute



A agência especializada da ONU enviou 22 toneladas de “medicamentos que salvam vidas, material para traumatologia e urgências”, precisou o responsável na rede social X.

Estas quantidades permitirão prestar cuidados de saúde a 50 mil doentes, incluindo 40 mil intervenções cirúrgicas, acrescentou.

“Trata-se da primeira coluna por via terrestre utilizando um corredor terrestre multinacional a partir do centro logístico global da OMS no Dubai, que definiu uma nova rota para garantir a continuidade da entrega de mantimentos, apesar das crescentes perturbações logísticas no Médio Oriente”, explicou.

Prevê-se que a coluna chegue a Beirute dentro de uma semana.

.@WHO has dispatched 22 metric tonnes of life-saving medicines and trauma and emergency surgery supplies to #Beirut — enough to support treatment for 50,000 patients, including 40,000 surgical interventions.

This is the first land convoy dispatched through a multi-country land… pic.twitter.com/FfNiEW9d8A

— Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) March 21, 2026

O Líbano foi a 02 de março arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, quando o movimento xiita libanês pró-iraniano Hezbollah lançou morteiros para Israel, que desde então tem bombardeado intensamente o sul do país, com forças de artilharia e blindados.

A 16 de março, o Exército israelita anunciou ter iniciado “operações terrestres limitadas e direcionadas” contra o Hezbollah no sul do Líbano.

Em 19 dias, a guerra entre Israel e o Hezbollah fez pelo menos 1.024 mortos — entre os quais 118 crianças e 40 profissionais de saúde – e 2.740 feridos no Líbano, e o número total de deslocados ultrapassou um milhão, o que representa mais de um sexto da população do país.

O sistema de saúde libanês enfrenta uma pressão crescente devido ao aumento das necessidades, às deslocações populacionais em massa e à escassez de medicamentos, mantimentos e combustível, salientou o diretor da OMS, prestando homenagem aos profissionais de saúde que “continuam a trabalhar em condições difíceis” no país.

A OMS registou desde 02 de março 63 ataques a estabelecimentos de saúde no Líbano, dos quais resultaram 51 mortos e 91 feridos.

No ano passado, a base logística da OMS no Dubai deu resposta a mais de 500 pedidos de urgência para 75 países em todo o mundo.

As suas operações foram brevemente suspensas no início do conflito no Médio Oriente devido à insegurança, ao encerramento do espaço aéreo e ao bloqueio do estreito de Ormuz, razão pela qual a organização optou então pelas rotas terrestres.

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