
Os restos mortais de uma mulher desaparecida em Espanha desde 2017 foram encontrados numa casa de dois irmãos, em Hornachos, na zona de Badajoz.
A Guarda Civil adiantou que os restos humanos encontrados durante a tarde de quarta-feira “são humanos” e que uma análise determinou que pertencem a Francisca Cadenas Márquez, uma mulher de 59 anos que desapareceu na noite de 9 de maio de 2017.
Na quarta-feira, José Luis Quintana, delegado do governo na Extremadura, já tinha adiantado que os restos mortais eram “compatíveis com o desaparecimento de Francisca Cadenas”.
Os dois irmãos – Julio e Lolo González Sánchez, de 55 e 50 anos, respetivamente – foram detidos após a descoberta dos restos humanos, que estavam escondidos sob o piso do segundo andar da casa.
Depois de passarem a noite detidos, os irmãos voltaram a casa esta manhã para acompanhar as buscas. À chegada, foram recebidos por vários moradores exaltados, que gritavam “assassinos, assassinos”.
“Assassinos! Mantiveram-na aí durante nove anos, nove anos! Não tapem a cara, olhem-nos nos olhos, canalhas”, gritou um vizinho.
Francisca Cadenas desapareceu na noite de 9 de maio de 2017, após deixar a criança de quem tomava conta num ponto de encontro combinado com os pais. Desde então, nunca mais soube nada dela.
A falta de progressos e a impossibilidade em localizar Francisca ou o seu carro levaram ao arquivamento do processo, em 2019. No entanto, a família nunca desistiu das buscas e exigiu que o caso fosse reaberto.
A Guarda Civil acabou por voltar a investigar o caso na passada segunda-feira, sete anos após o desaparecimento. A investigação centrou-se nos últimos movimentos de Francisca e os agentes recriaram todos os cenários possíveis com ajuda das últimas quatro pessoas que a viram com vida.
A investigação levou à casa dos dois irmãos, localizada a apenas alguns metros de distância da habitação de Francisca.



