9 março, 2026

Moçambique quer transformar sistema agroalimentar para redução da pobreza



“Ao falarmos de agricultura, como tema central deste evento, devemos reconhecer uma realidade incontornável, não haverá redução sustentável da pobreza em Moçambique sem a transformação profunda do sistema agroalimentar”, disse hoje Levi, que falava, em Maputo, durante as celebrações do Dia Internacional da Mulher, que se assinala mundialmente em 08 de março.

Segundo a governante, o processo de transformação do sistema agroalimentar em Moçambique passa por reconhecer o papel essencial da mulher e da rapariga no setor agrário. 

“Como Governo, a nossa prioridade é transformar produção em rendimento e o rendimento em bem-estar para as famílias moçambicanas”, disse, acrescentando que colocar a mulher no centro das atenções se torna incontornável porque constituem uma parte significativa da força de trabalho no setor agrícola.

Para a primeira-ministra moçambicana, quando as mulheres têm acesso à terra, tecnologia, financiamento, mercados e conhecimento, os ganhos traduzem-se não apenas em maior produção, mas sobretudo em melhores condições de vida para as suas famílias e maior resiliência para as comunidades.

“Por essa razão, reforçar a participação e a autonomia das mulheres no sistema agroalimentar não é apenas uma questão de justiça social, é também uma condição essencial para acelerar o desenvolvimento económico das comunidades e do país”, disse.

Benvinda Levi defendeu ainda que colocar as mulheres no centro da transformação económica, especialmente nos setores onde a sua participação é determinante, como a agricultura, deve caminhar em paralelo com a garantia dos seus direitos e da sua segurança.

Citando o Programa Quinquenal do Governo 2025-2029, que estabelece, como objetivo central, acelerar o crescimento económico inclusivo e sustentável, com foco na diversificação da economia, Levi explicou que o instrumento identifica a agricultura como uma das áreas estratégicas para impulsionar o desenvolvimento nacional, através da modernização do setor, do fortalecimento das cadeias de valor, do desenvolvimento de polos de produção e da capacitação dos pequenos produtores.

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, considerou, no domingo, preocupante o aumento dos casos de violência baseada no género (VBG), representando um obstáculo aos esforços de desenvolvimento no país.

Na mensagem de felicitação por ocasião do Dia Internacional da Mulher, o chefe de Estado moçambicano observou que a celebração deste ano decorre numa altura em que, no país, tem sido reportado o aumento de casos de violência baseada no género, uma situação que considera preocupante não apenas por constituir crime à luz da lei.

A VBG também representa, segundo Daniel Chapo, um obstáculo aos esforços de desenvolvimento, tendo em conta o papel central das mulheres na vida económica, social, cultural e política de Moçambique.

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