9 março, 2026

Líbano contabiliza 394 mortes numa semana: 83 são crianças



A nova ofensiva de Israel começou na semana passada, depois de o Hezbollah ter lançado mísseis contra o norte de Israel nos primeiros dias da guerra.

O Bahrein acusou hoje o Irão de atacar uma instalação de dessalinização, aumentando os temores de que a infraestrutura civil possa tornar-se alvo legítimo na guerra, enquanto o presidente iraniano prometeu expandir os ataques do país contra alvos norte-americanos em toda a região em resposta aos intensos ataques aéreos dos EUA e de Israel.

Um ataque noturno israelita a uma instalação petrolífera envolveu hoje em fumo partes da capital do Irão, Teerão.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu prometeram prosseguir com a campanha de nove dias, que se espalhou por toda a região e parece não ter fim à vista.

Por seu lado, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian ameaçou hoje intensificar os ataques a alvos norte-americanos em todo o Médio Oriente, no que parece ser um recuo dos comentários conciliatórios feitos no sábado aos seus vizinhos do Golfo Pérsico, em que pediu desculpas pelos ataques ao seu território e que foi rapidamente desmentida pela linha dura iraniana.

A guerra, que Israel e os Estados Unidos iniciaram com ataques aéreos em 28 de fevereiro, já matou pelo menos 1.230 pessoas no Irão, mais de 300 no Líbano e cerca de uma dúzia em Israel, de acordo com autoridades. Há também seis soldados norte-americanos entre os mortos.

O conflito abalou os mercados globais, interrompeu as viagens aéreas e enfraqueceu a liderança do Irão com centenas de ataques aéreos israelitas e americanos.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse hoje que o efeito da guerra sobre a indústria petrolífera continua a aumentar, alertando que em breve poderá tornar-se mais difícil produzir e vender petróleo.

Alguns produtores regionais, incluindo o Iraque, já reduziram a produção devido aos perigos no Estreito de Ormuz.

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