4 março, 2026

Drone abatido perto do aeroporto da capital do Iraque



O aeroporto inclui uma base militar que alberga conselheiros dos Estados Unidos (EUA) e que anteriormente albergava tropas da coligação liderada pelos EUA.

“Um drone foi abatido perto do aeroporto de Bagdade, sem causar vítimas ou danos materiais”, disse uma fonte à agência de notícias France-Presse, com outra fonte a confirmar o incidente.

Também a emissora do Qatar Al Jazeera avançou com um ataque de um drone contra as instalações norte-americanas perto do aeroporto, que serviam de apoio logístico à Embaixada dos EUA no Iraque,

Na noite de terça-feira, um drone tinha sido intercetado perto do aeroporto de Bagdade.

As forças de segurança tinham anunciado algumas horas antes que tinham apreendido nove foguetes e um lançador, que estavam prontos para serem utilizados para atacar o aeroporto.

A base militar norte-americana em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, foi também alvo de “dezenas de drones”, reivindicados pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, incluindo o assassínio do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país.

Além disso, na terça-feira, um ataque semelhante foi realizado contra a base militar iraquiana de Salah ad-Din.

De seguida, a base aérea Imam Ali em Nasiriyah, no sudeste do país, foi bombardeado, num incidente que já está a ser investigado pelas autoridades, segundo o portal de notícias iraquiano Shafaq.

Desde as primeiras horas da ofensiva contra o Irão, os ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel visaram grupos iraquianos apoiados pelo Irão. Estes grupos reivindicaram a responsabilidade por dezenas de ataques com drones contra bases norte-americanas.

O incidente ocorreu num contexto de tensão regional após os ataques israelo-americanos de sábado contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos contra Israel, bem como contra instalações norte-americanas em países do Golfo Pérsico.

O Irão confirmou a morte de Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.

O Crescente Vermelho informou que o número de mortos no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.

Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial” ao seu país.

O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024. 

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