
“Há pouco, o Exército israelita realizou uma vasta série de ataques contra alvos da organização terrorista Hezbollah no sul do Líbano” e “mais de 70 armazéns de armas, locais de lançamento e lançadores de mísseis” pertencentes ao movimento xiita libanês pró-iraniano “foram destruídos em vários pontos”, segundo um comunicado militar.
Os ataques israelitas no Líbano já provocaram 52 mortos e 154 feridos, segundo um novo balanço oficial. O anterior dava conta de 31 mortos e 149 feridos.
Por outro lado, o movimento palestiniano aliado do Hamas e do Hezbollah libanês admitiu que os ataques israelitas na periferia sul de Beirute provocaram a morte ao chefe do braço armado da Jihad Islâmica palestiniana no Líbano.
Adham Adnan al-Othman foi morto “numa agressão sionista que visou a periferia sul de Beirute na madrugada de segunda-feira”, indicaram, em comunicado, as Brigadas Al-Quds, braço armado da Jihad Islâmica palestiniana.
Em Beirute, começaram a ouvir-se hoje à noite violentas explosões, com a agência nacional de informação local a dar conta de novos ataques israelitas contra a periferia sul, bastião do Hezbollah pró-iraniano.
A equipa da agência noticiosa France-Presse (AFP) ouviu várias explosões a ecoarem na capital do Líbano.
Entretanto, o Hezbollah denunciou hoje a decisão sem precedentes do Governo libanês de proibir as atividades militares no movimento, considerando que seria melhor opor-se aos ataques de Israel, que bombardeia os bastiões da formação pró-iraniana.
Num comunicado, o líder do bloco parlamentar do Hezbollah, Mohammad Raad, denunciou “as fanfarronices do governo” e criticou a decisão, que surge “enquanto os libaneses esperavam uma medida que viesse a rejeitar a agressão” de Israel.
Num anúncio após uma reunião do executivo, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, proibiu as atividades militares do Hezbollah e exigiu que o grupo entregue as armas ao Estado.
Salam anunciou “a proibição imediata de todas as atividades militares e de segurança do Hezbollah”, exigindo que o grupo xiita “entregue as armas ao Estado libanês” e se limite a ações políticas.
A decisão surgiu depois de o Hezbollah ter lançado foguetes contra Israel, arrastando o Líbano para o conflito regional deflagrado com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão no fim de semana.
O movimento xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, prometeu confrontar a agressão dos Estados Unidos e Israel contra o Irão. O grupo afirmou ter disparado mísseis e drones contra Israel pela primeira vez neste conflito.
O exército israelita retaliou e anunciou ter atacado alvos do Hezbollah “em todo o Líbano”, ordenando a retirada de residentes de cerca de 50 aldeias.
“Nada no terreno justifica uma iminente invasão terrestre [no Líbano], nem preparativos nesse sentido”, disse o tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz internacional do exército israelita. O chefe do exército israelita afirmou que os ataques no Líbano podem durar “muitos dias”.



