1 março, 2026

Presidente, líder do judiciário e jurista assumem o poder no Irão



Os três responsáveis assumirão o “período de transição” após a morte de Ali Khamanei nos ataques dos Estados Unidos e de Israel, após 36 anos no poder, informou a agência estatal iraniana, IRNA, que citou um conselheiro de Khamanei, Mohammad Mokhber.

Entretanto, o exército israelita anunciou hoje o lançamento de uma nova série de ataques contra alvos militares no Irão, visando lançadores de mísseis balísticos e a defesa antiaérea da República Islâmica.

“O exército israelita lançou uma nova onda de ataques contra baterias de mísseis balísticos e sistemas de defesa antiaérea do regime terrorista iraniano”, anunciou na rede de mensagens Telegram a instituição militar.

Num comunicado separado, o exército israelita afirmou que “dezenas de aviões de combate da Força Aérea” do país atingiram mais de 30 alvos no oeste e centro do Irão, “incluindo sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis, alvos do regime e centros de comando militar”.

O chefe da Guarda da Revolução do Irão e um conselheiro de segurança do falecido líder supremo aiatola Ali Khamenei foram mortos em ataques aéreos norte-americanos e israelitas no país, informou hoje a agência estatal iraniana, IRNA.

A IRNA anunciou a morte do major-general Mohammad Pakpour, que assumiu o comando da tropa especial do aiatola, depois de Israel ter matado o anterior comandante das forças de Khamenei, igualmente morto este sábado, na guerra de 12 dias em junho passado.

Também foi morto Ali Shamkhani, que há muito era uma figura importante no ‘establishment’ de segurança do Irão, informou a IRNA.

O Irão decretou hoje um período de luto de 40 dias, bem como sete dias feriados, após a morte, aos 86 anos, do líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei, no poder desde 1989.

“Com o martírio do líder supremo, o seu caminho e a sua missão não serão perdidos nem esquecidos; pelo contrário, serão prosseguidos com mais vigor e zelo”, declarou um apresentador da televisão estatal.

Os Guardas da Revolução iranianos, tropa especial do aiatola, prometeram uma “punição severa” aos “assassinos” do líder supremo, cuja morte foi confirmada anteriormente pela televisão estatal.

Num comunicado, os Guardas condenaram “os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos maléficos dos Estados Unidos e do regime sionista”, acrescentando: “a mão vingativa da nação iraniana não os deixará em paz até infligir aos assassinos do imã da Oumma um castigo severo e decisivo do qual eles arrependerão”.

Um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou hoje, às 05:00 locais (01:30 TMG), em lágrimas, a morte do aiatola Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irão, que estava no poder há 36 anos.

A televisão iraniana não especificou em que circunstância Ali Khamenei faleceu aos 86 anos, nem mencionou os ataques israelitas e americanos de sábado contra a sua residência em Teerão. Fotos e imagens de arquivo são transmitidas com uma faixa preta no ecrã em sinal de luto.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha já anunciado a morte do líder supremo iraniano, dizendo que oferece à população iraniana a hipótese de recuperar o país. “Esta é a maior oportunidade para o povo iraniano recuperar o seu país”, disse.

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