
“O desenvolvimento da tríade nuclear, que garante a segurança da Rússia e assegura eficazmente a dissuasão estratégica e o equilíbrio de poder no mundo, continua a ser uma prioridade absoluta”, disse Vladimir Putin, num discurso televisivo às tropas.
Neste breve discurso, por ocasião do Dia do Defensor da Pátria na Rússia, Putin indicou a sua intenção de continuar os esforços para “reforçar o exército e a marinha, tendo em conta os desenvolvimentos da situação internacional, com base na experiência militar adquirida durante a operação militar especial”, nome dado pelas autoridades russas à invasão da Ucrânia.
“Reforçaremos qualitativamente as capacidades de todos os tipos e ramos das forças armadas, melhorando a sua prontidão para o combate, mobilidade e capacidade de operar em todas as condições, mesmo as mais desafiantes”, prosseguiu.
Estas declarações ocorrem dois dias antes do quarto aniversário da invasão russa de grande escala na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.
A Rússia e os Estados Unidos da América, as duas principais potências nucleares, não estão vinculados por qualquer tratado de desarmamento sobre esta questão desde o fim do Tratado de Redução de Armas Estratégicas, conhecido pelo acrónimo inglês Start, assinado em 2010 e renovado em 2021 por cinco anos.
Apesar do fim deste acordo, no início de fevereiro, Moscovo prometeu manter uma abordagem “responsável” e continuar a observar os limites impostos ao seu arsenal.
A Ucrânia resiste há quatro anos a bombardeamentos diários, apagões acumulados, ofensivas terrestres em desvantagem militar, enquanto a Rússia mantém o propósito de vergar a Ucrânia, apesar de mais de um milhão de baixas, das sanções internacionais e de uma economia estagnada e em risco de declínio.
Quase quatro anos após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, realizaram-se, na terça e na quarta-feira, conversações diretas entre Moscovo e Kyiv, mediadas por Washington, qualificadas como difíceis por ambas as partes e que terminaram sem progressos tangíveis.
Naquele que é o mais grave conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, as negociações continuam bloqueadas pela exigência russa de que Kyiv se retire do Donbass, região industrial no leste da Ucrânia atualmente quase totalmente sob controlo das forças russas.
Centenas de ucranianos concentram-se hoje em Lisboa para lembrar ao mundo que a guerra na Ucrânia continua e pedir proteção pelas milhares de crianças que estão privadas de direitos fundamentais como direito à vida, família e identidade cultural.
Lusa | 19:06 – 22/02/2026



