20 fevereiro, 2026
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Trump admite estar “a considerar” um ataque militar contra o Irão



O presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu, esta sexta-feira, estar “a considerar” levar a cabo um ataque militar contra o Irão, por forma a pressionar o país a chegar a um acordo no que diz respeito ao seu programa nuclear.

“Creio que posso dizer que estou a considerar isso”, disse Trump, no início de uma reunião com governadores na Casa Branca, citado pelo The New York Times.

Sublinhe-se que, na quinta-feira, o chefe de Estado deu um prazo de 10 dias para a situação no Irão “se esclarecer”, advertindo que, caso contrário, poderiam ocorrer “coisas más”.

“Talvez tenhamos de ir mais longe, ou talvez não, talvez cheguemos a um acordo. Provavelmente saberão nos próximos 10 dias”, declarou, em Washington, antes da primeira reunião do Conselho da Paz.

E alertou: “Agora é o momento de o Irão se juntar a nós num caminho que complete o que estamos a fazer. Se se juntarem a nós, será ótimo. Se não se juntarem, também será ótimo, mas será um caminho muito diferente.”

Pouco depois, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ameaçou o Irão com uma resposta brutal, caso Teerão ataque Israel.

“Se os ‘ayatollahs’ cometerem o erro de nos atacar, enfrentarão uma resposta que nem sequer conseguem imaginar. […] Estamos preparados para qualquer cenário”, disse Netanyahu, numa alocução televisiva proferida durante uma cerimónia militar.

Entretanto, o Irão informou o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que responderá “de forma decisiva” em caso de ataque e que considerará as bases dos Estados Unidos na região como alvos legítimos.

“Em caso de agressão militar contra o Irão, este responderá de forma decisiva e proporcional, de acordo com os princípios de autodefesa consagrados no artigo 51.º da Carta da ONU”, escreveu o embaixador iraniano, numa carta enviada ao português.

O responsável acrescentou que, “nestas circunstâncias, todas as bases, infraestruturas e ativos norte-americanos na região constituem alvos legítimos”.

Estas declarações surgem num contexto de reforço do destacamento militar norte-americano no Médio Oriente, com mobilização de meios navais e aéreos, numa demonstração de pressão sobre a República Islâmica.

Recorde-se que os Estados Unidos e o Irão concluíram uma segunda ronda de negociações na terça-feira, na Suíça, sem uma aproximação entre os dois países.

Note-se ainda que a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do país, está a realizar manobras militares no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico crucial para o comércio global de petróleo.

O Irão informou o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que responderá “de forma decisiva” em caso de ataque, alertando que considerará as bases dos Estados Unidos (EUA) na região como alvos legítimos.

Lusa | 06:31 – 20/02/2026



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