
De acordo com o último boletim da doença da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 03 de setembro a 16 de fevereiro, do total de 5.499 casos de cólera contabilizados neste período, 2.341 foram na província de Nampula, com um acumulado de 32 mortos, e 2.095 em Tete, com 28 óbitos, além de 895 em Cabo Delgado, com oito mortos.
Em menor dimensão, o acumulado aponta para 95 casos de cólera, e um morto, na província da Zambézia, e 71 casos e dois mortos na província de Manica.
Só nas 24 horas anteriores ao fecho deste boletim (16 de fevereiro), foram confirmados mais 111 casos e um morto, em Nacala-Porto, província de Nampula, com a taxa de letalidade geral nacional em 1,3%.
No surto de cólera anterior, de acordo com os dados da Direção Nacional de Saúde Pública de 17 de outubro de 2024 a 20 de julho de 2025, registaram-se 4.420 infetados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de 64 mortos.
O atual surto já ultrapassa neste período o número de doentes e mortos em cerca de metade do tempo do anterior.
Moçambique vacinou 1,7 milhões de pessoas contra a cólera em cinco dias de campanha em quatro províncias, superando a meta antes prevista, anunciou na semana passada o Governo.
Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, foram vacinadas, de 04 a 08 de fevereiro, 1.790.410 pessoas nas províncias de Cabo Delgado e Niassa, no norte, e Sofala e Zambézia, no centro de Moçambique, correspondendo a 102% da população inicialmente anunciada.
O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera “como um problema de saúde pública” no país até 2030, conforme o plano aprovado em 16 de setembro em Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).
O objetivo é “ter um Moçambique livre da cólera como um problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso à água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas”, disse então Inocêncio Impissa.



