
“Os encontros de ontem [terça-feira, em Genebra] foram de facto difíceis, e podemos afirmar que a Rússia está a tentar arrastar negociações que já poderiam ter atingido a fase final”, afirmou Zelensky nas redes sociais.
Uma fonte próxima da delegação russa disse que as negociações realizadas na terça-feira, que duraram seis horas, “foram muito tensas”, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
As conversações foram retomadas hoje, num hotel da cidade suíça de Genebra, de acordo com as delegações ucraniana e russa.
Zelensky confirmou informações de que os negociadores ucranianos e os representantes norte-americanos se reuniram na terça-feira com representantes da França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Suíça.
O Presidente ucraniano voltou a defender a participação direta de representantes europeus, os países que mais têm apoiado a Ucrânia na guerra desencadeada pela invasão russa de 24 de fevereiro de 2022.
“Consideramos que a participação da Europa neste processo é indispensável para a implementação bem-sucedida de acordos plenamente realizáveis”, afirmou, citado pela AFP.
As partes estão a trabalhar com base no plano norte-americano divulgado há alguns meses, que inclui concessões territoriais da Ucrânia em troca de garantias de segurança ocidentais.
As negociações têm estado paralisadas devido ao destino do Donbass, o principal polo industrial do leste da Ucrânia, que engloba as províncias de Donetsk e Lugansk, declaradas anexadas pela Rússia.
Moscovo exige que as forças ucranianas se retirem das zonas que ainda controlam na região de Donetsk, uma exigência que Kiev recusa.
As negociações em Genebra seguem-se a duas recentes rondas de conversações em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, que não produziram avanços significativos.



