15 fevereiro, 2026
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UE confirma participação de comissária no Conselho da Paz sobre Gaza



A presença de Suica na reunião foi confirmada hoje pela Comissão Europeia, ressalvando, no entanto, que a Comissão não se torna membro do Conselho da Paz, mas “compromete-se com a aplicação do cessar-fogo em Gaza” e “contribui para as conversações sobre a recuperação e reconstrução após a guerra”.

A comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, esteve reunida no sábado com o diretor executivo da Comissão de Paz para Gaza, o diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, para estudar a melhor forma de executar a segunda fase do acordo de paz para o enclave palestiniano.

Nas redes sociais, Suica escreveu que ambos defenderam ser importante avançar com a segunda fase do acordo de paz de Trump para Gaza, que prevê a entrada em funções de uma administração de tecnocratas palestinianos no enclave.

O Conselho da Paz foi concebido no âmbito do cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos para o conflito entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, que está em vigor desde 10 de outubro, e é liderado por Donald Trump.

No mês passado, o líder norte-americano assinou a criação do órgão, à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.

Pelo menos 35 chefes de governo e de Estado, incluindo Israel, Argentina, Arábia Saudita e Egito, aceitaram aderir, enquanto outras nações, como França, Espanha e Suécia, recusaram.

A maioria dos membros fundadores anunciados é aliada de Trump e já tinha manifestado apoio, enquanto as grandes potências e quase todos os países europeus se mostraram relutantes em aderir, considerando que o Conselho enfraquece a ONU.

Os estatutos concedem amplos poderes ao líder da Casa Branca na qualidade de presidente do órgão, como o direito de veto e de definição da agenda, e preveem mandatos permanentes para os maiores contribuintes financeiros.

O Presidente dos Estados Unidos anunciou hoje que os membros do Conselho de Paz vão destinar 5.000 milhões de dólares para a reconstrução de Gaza e apelou a uma desmilitarização “completa e imediata” do Hamas.

Lusa | 16:59 – 15/02/2026



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