
“O que se pretende, no fundo, é que os apoios, as soluções, cheguem, para garantir que as pessoas retomam a sua normalidade o mais depressa possível e para garantir que estas escolas, assim como outras que também estão a precisar de intervenção, sejam rapidamente intervencionadas, para que tudo possa voltar à normalidade com a maior brevidade possível”, afirmou Mariana Leitão, durante a visita a uma escola danificada pela tempestade Kristin no concelho de Alcobaça.
A líder da IL visitou hoje a Escola EB2/3 de Pataias, onde o vento originou quedas de árvores que resultaram em danos nas coberturas e vedações, que obrigaram ao encerramento da escola e à transferência de cerca de 260 alunos, do 5.º ao 9.º ano de escolaridade, para a escola sede do agrupamento, em Alcobaça.
“Um verdadeiro exemplo de resiliência, organização, capacidade de resposta”, foi o que encontrou hoje Mariana Leitão na escola ainda “sem condições para funcionar”.
“Não tem eletricidade, chove cá dentro, tiveram de fazer um conjunto de ajustes para evitar que os materiais se estragassem”, desde computadores a todos os livros da biblioteca, “onde se registam várias infiltrações”, enumerou Mariana Leitão, para elogiar “a capacidade de logística e o extraordinário exemplo da forma como estas pessoas se organizaram e conseguiram dar resposta para que nenhum aluno ficasse sem aulas”.
Em articulação com o município de Alcobaça (no distrito de Leiria), a Junta de Freguesia de Pataias e a direção do Agrupamento de Escolas de Cister, “optou-se por deslocar todos os alunos da EB2,3 de Pataias para a escola sede, a Escola Secundária D. Inês de Castro”.
Uma medida que obriga a garantir do transporte dos alunos de Pataias para Alcobaça, “através de meios assegurados pelo município”, divulgou o agrupamento em comunicado.
No texto, o agrupamento, que integra 23 escolas, informou que foi também acautelada “a manutenção dos horários sem qualquer alteração, quer para as turmas, quer para os docentes”.
Esta alteração obrigou “ao reforço do pessoal não docente, de maneira a preservar a segurança dos alunos, em especial os de faixas etárias mais jovens”, tendo ainda a escola sede criado condições específicas para estes alunos ao nível do serviço de refeições.
A direção da escola afirmou hoje a Mariana Leitão que “não é possível prever até quando esta situação se irá manter”, estimando que os cerca de 260 alunos só voltem a ter aulas neste estabelecimento “no próximo ano letivo”.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Cristino, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.



