6 fevereiro, 2026
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China apoia Irão antes de negociações com EUA e condena intimidação



O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da China Miao Deyu garantiu ao seu homólogo iraniano Kazem Gharibabadi que o país asiático “acompanha de perto a situação” no Irão e que Pequim apoia Teerão na “proteção da sua soberania”.

Durante uma reunião em Pequim, Miao indicou que “a China se opõe à intimidação unilateral e ao uso da força nas relações internacionais, bem como à ingerência nos assuntos internos de outros países”, de acordo com um comunicado publicado hoje pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

“A China está disposta a fortalecer a comunicação e a coordenação com todas as partes, incluindo o Irão, para defender os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e as normas fundamentais das relações internacionais”, afirmou o diplomata chinês.

O funcionário iraniano “enfatizou o compromisso” do seu país “com uma solução para a questão nuclear por via diplomática”.

“O Irão opõe-se à dissuasão e pressão externas e valoriza as contribuições da China para a manutenção da paz e da estabilidade regional e mundial”, disse Gharibabadi, de acordo com o comunicado chinês.

Altos funcionários iranianos e norte-americanos reúnem-se hoje em Omã para manter negociações sobre o programa nuclear do país persa, a limitação dos seus mísseis balísticos e o seu apoio aos grupos regionais do Hamas, Hezbollah e houthis do Iémen.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian disse em conferência de imprensa que o seu país “espera que todas as partes resolvam as suas diferenças por meio do diálogo e salvaguardem conjuntamente a paz e a estabilidade regionais”.

Nos últimos anos, Pequim e Teerão aprofundaram os seus intercâmbios, que incluem um acordo de parceria estratégica assinado em 2021, que estabelece um quadro integral de cooperação nas áreas económica, tecnológica, energética e de segurança.

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