
Phylisa Wisdom, de 37 anos, dirigia até agora a New York Jewish Agenda, um grupo que representa a voz dos judeus liberais e progressistas da cidade.
Primeiro presidente de câmara muçulmano em Nova Iorque e voz muito crítica de Israel – que qualificou como “regime de apartheid”, o novo edil foi acusado por uma parte da comunidade judaica de alimentar, através de algumas das suas posições, o aumento do antissemitismo, algo de que se defende.
“Dia após dia (…) trabalharemos juntos para erradicar o antissemitismo e construir uma Nova Iorque onde os nova-iorquinos judeus estão seguros, respeitados e livres”, escreveu Zohran Mamdani, citado num comunicado.
Os atos antissemitas aumentaram 182% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, segundo dados recentes da polícia de Nova Iorque, que abriga a maior comunidade judaica dos Estados Unidos.
Na semana passada, um homem embateu com um carro contra as portas de um edifício judeu ortodoxo no Brooklyn, sem causar feridos, e um rabino foi vítima de uma agressão no Queens.
Na semana anterior, dois adolescentes foram processados por pintarem suásticas num parque.
O gabinete de luta contra o antissemitismo da Câmara de Nova Iorque tinha sido criado pelo anterior presidente, Eric Adams, em maio de 2025, que o apresentou como uma resposta de emergência ao aumento destes atos.
“Nova Iorque tem sido durante muito tempo um símbolo de esperança para a comunidade judaica. Esta administração continuará a colocar no centro da sua ação a segurança dos judeus e o seu direito a sentirem-se em casa”, declarou ela.



